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Varejo faz grande aposta nas vendas de fim de ano


    De São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Curitiba e Florianópolis
    18/11/2009
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Grupos do varejo fecharam as encomendas à indústria com a expectativa de vender 15% a 20% mais que em 2008

Grandes grupos do varejo fecharam as encomendas à indústria com a expectativa de vender, em média, 15% a 20% mais neste fim de ano em relação ao mesmo período de 2008, mas há redes cujas projeções ultrapassam 30%. Renda e emprego preservados, crédito farto, inadimplência baixa e imposto menor na linha branca estão entre as razões que levaram o comércio de todo o país a reforçar o estoque das lojas à espera das vendas de Natal.

Além desses motivos, o varejo também conta com outro aliado fundamental - o preço. "O emprego em alta e o crédito facilitando condições de pagamento à prazo são importantes. Mas a história será contada pela deflação de preços", resume José Domingos Alves, supervisor-geral das Lojas Cem. No ano passado, o dólar ficou em R$ 2,40 na média de dezembro, e agora as compras estão sendo feitas com a cotação em R$ 1,72. Para o consumidor, a valorização do real e o barateamento de produtos com novas tecnologias trarão preços entre 20% e 30% menores que no Natal passado.

Com ajuda de preços mais baixos, o grupo Pão Açúcar aposta em avanço de 20% nas vendas de eletroeletrônicos, com destaque para os televisores de LCD, que deverão vender 200% mais. Para a linha branca, a rede prevê 30% de crescimento, enquanto em computadores o percentual esperado é de 20%, sustentado por preços 30% inferiores aos do Natal de 2008. Para dezembro, o Magazine Luiza espera um faturamento 33% maior que o do mesmo mês de 2008.

No varejo de alimentos, ao contrário do que aconteceu no ano passado, desta vez há otimismo com relação à venda de perus, aves e outras carnes natalinas. Graças à queda de preços e ao ganho de poder aquisitivo dos consumidores, os supermercados esperam vender até 25% mais desses produtos. Mais da metade do volume a ser vendido deve ficar concentrado nas aves especiais de segunda marca, chamadas de "frangões". As aves estão até 10% mais baratas do que no fim de 2008, quando, por causa da crise, o preço das carnes consumidas no Natal subiu e as encomendas do varejo encolheram.

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