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BC reduz juro em 1 ponto e descarta cortes maiores
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BC reduz juro em 1 ponto e descarta cortes maiores


    Alex Ribeiro, Luis Sérgio Guimarães, Fernando Travaglini e Sergio Lamucci, de Brasília e São Paulo
    22/01/2009
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Em decisão que surpreendeu parte do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou ontem a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, reduzindo a Selic de 13,75% para 12,75% ao ano. A medida dividiu a diretoria do Banco Central: dos oito votos, três optaram por baixar apenas 0,75 ponto percentual. Em comunicado divulgado logo após a reunião, o comitê procurou limitar uma eventual onda de otimismo no mercado financeiro ao afirmar que o corte decidido ontem representa uma "parte relevante" do movimento de queda que pretende fazer na taxa básica de juros.

Não é a primeira vez que o BC diz que, num só movimento, realiza boa parte do ajuste que pretende fazer na política monetária. Em abril de 2008, ao iniciar um ciclo de contração, o Copom aumentou os juros em 0,5 ponto percentual, acima do 0,25 ponto esperado pelo mercado, e informou que aquela decisão representava "parte relevante" do movimento de elevação dos juros. Ao final, a alta dos juros teve de ser muito maior, de 2,5 pontos percentuais, dada a dimensão das pressões inflacionárias.

A ressalva sobre a "parte relevante" do ajuste foi interpretada de duas maneiras pelo mercado. Uma parte dos analistas entendeu que o Comitê pretendeu indicar que o próximo corte, na reunião de 11 de março, poderá ser de 0,75 ponto e não novamente de um ponto. Outra parte considerou que o alerta aponta para a manutenção da taxa de 12,75% em 11 de março.

Na esteira da redução da Selic, os bancos anunciaram cortes nas taxas cobradas nos empréstimos. O Banco do Brasil foi o mais agressivo e reduziu os juros em até 0,57 ponto para o crédito ao consumidor. Os bancos privados limitaram a baixa a 0,08 ponto ao mês, equivalente a um ponto no ano.

O corte da Selic está respaldado em um cenário para a inflação cada vez mais benigno em 2009, por causa do desaquecimento abrupto da economia. A segunda prévia do IGP-M de janeiro mostrou deflação de 0,58%. O recuo se deu principalmente nos preços no atacado, que caíram 1,09%. Com isso, perde força o argumento do Banco Central sobre o efeito inflacionário da alta do dólar, porque esse impacto normalmente teria de se dar no atacado

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