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Serra investe mais que o PAC e se arma para 2010
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Serra investe mais que o PAC e se arma para 2010


    Cristiano Romero, de Brasília
    10/11/2008
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Provável candidato à Presidência da República em 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), trabalha obstinadamente para construir sua plataforma de campanha. Desde que chegou ao Palácio dos Bandeirantes, combina uma gestão fiscal agressiva, para elevar receitas e investimentos, com um rígido controle de despesas, que inclui o arrocho salarial do funcionalismo - origem de algumas greves de servidores.

Com essa política, Serra está investindo em São Paulo mais que o governo federal em todo o país com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que é coordenado pela ministra Dilma Rousseff (PT), sua provável adversária em 2010. No ano passado, o governo paulista investiu R$ 9 bilhões e o PAC, R$ 8 bilhões. Neste ano, desembolsou R$ 12,7 bilhões até outubro, enquanto o governo federal liberou apenas R$ 8,2 bilhões para seu programa prioritário.

Ao assumir o governo estadual em 2007, Serra constatou que São Paulo tinha capacidade limitada de investimento - entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões por ano em recursos do orçamento, sem levar em conta o dinheiro das estatais. Por essa razão, procurou rapidamente criar fontes alternativas. Em menos de dois anos, obteve R$ 17,7 bilhões adicionais. Com isso, está elevando em 135%, de R$ 5,9 bilhões para R$ 13,9 bilhões, a média anual de investimento do Estado no período entre 2007 e 2010, quando se consideram inclusive os dispêndios das estatais.

Entre janeiro e agosto, a receita tributária do Estado cresceu 13,5% em termos reais e os gastos correntes avançaram 7,2%, enquanto a despesa com salários e encargos sociais aumentou apenas 1,7%.

Para obter mais recursos, Serra desinterditou o debate das privatizações, rejeitado por seu próprio partido desde a campanha presidencial de Geraldo Alckmin em 2006. Fez concessões à iniciativa privada e reforçou os recursos para investimento. Sua batalha atual é pela venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil, com a qual espera arrecadar R$ 5 bilhões para novos investimentos. E também briga para conseguir no governo federal condições para vender a Companhia Energética de São Paulo (Cesp).

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