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Críticas e ironias às previsões do Morgan Stanley


    Vanessa Adachi, Ricardo Balthazar e Hilton Hida, Valor e The Wall Street Journal, de Nova York
    17/03/2009
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"Esses bancos não acertaram nem nas situações deles, quanto mais na situação do Brasil", disse Lula em resposta à previsão do banco de queda de 4,5% no PIB brasileiro

O relatório do banco americano Morgan Stanley prevendo queda de 4,5% no PIB brasileiro em 2009 mobilizou a atenção de investidores e empresários presentes ao seminário "Brazil: Global Partner in a New Economy". A previsão soou bastante exagerada. Apesar disso, a maioria dos participantes revisou recentemente para baixo as expectativas em relação à economia brasileira neste ano.

William Rhodes, chairman do Citibank, prevê um crescimento entre zero e 1%. "O Brasil vai sair desta crise mais forte do que entrou", disse. Nicolas Aguzin, chefe do banco de investimento do JPMorgan para a América Latina, trabalha com a expectativa de recuo de 0,4% e considerou a projeção de queda de 4,5% "muito exagerada".

No governo, a projeção foi recebida em tom de brincadeira. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ironizou as dificuldades recentes que o banco enfrentou e disse que apostaria - caso o Morgan Stanley ainda tenha ativos que valha a pena apostar - que o Brasil vai crescer. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi irônico. "Esses bancos não acertaram nem nas situações deles, quanto mais na situação do Brasil".

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