Os mainframes, computadores de grande porte criados pela IBM, completam, nesta semana, 45 anos de existência
Em 45 anos de existência, os mainframes viveram entre a glória e a decadência. Em 1964, esses computadores de grande porte foram criados pela IBM e nas duas décadas iniciais conheceram o ápice da fama. Tornaram-se sinônimos de informatização e se espalharam por bancos, redes de varejo, operadoras de telefonia e órgãos públicos. O Bradesco, com seu IBM 1401, foi uma das primeiras empresas brasileiras a automatizar seus processos no início da década de 60.
Nos anos 90, o mainframe foi ameaçado pelos servidores da computação em rede, que explodiram com o uso do computador pessoal e da internet. Passaram a ser tratados como símbolo de atraso, falta de flexibilidade e custos elevados.
Mas esses "dinossauros" da indústria ressurgiram com força. Em 2001, os gastos com atualização e manutenção de grandes servidores consumiram US$ 130 bilhões, segundo a consultoria IDC. Até 2010, a expectativa é que cheguem a US$ 250 bilhões. A IBM tem cerca de 8,7 mil clientes do System Z, a geração mais recente de seus mainframes, e investe muito para defender-se da agressividade de concorrentes como Hewlett-Packard, Fujitsu e Sun Microsystems.