Celso Amorim é cauteloso sobre o que pode sair de concreto na reunião entre os presidentes
Os paises que compõem o Bric - Brasil, Rússia, Índia e China - poderão examinar "troca de moedas" entre eles e outros mecanismos inovadores de financiamento, no seu primeiro encontro de cúpula, amanhã em Ecaterimburgo (Rússia), informou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Na crise atual, os acordos de "swap cambiais" como os EUA fizeram com o Brasil e a China com países do sudeste asiático, foram para dar liquidez e preservar as reservas internacionais. E o comércio poderia também ser beneficiado.
Amorim é cauteloso sobre o que pode sair de concreto na reunião entre os presidentes brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, russo Dmitri Medvedev e chinês Hu Jintao e o primeiro-ministro da Índia Manmohan Singh. "Reduzir a dependência do dólar é positivo, mas há diferentes formas de avançar nesse tema", afirmou ele ao Valor. A agenda inclui a nova arquitetura financeira global, segurança energética e alimentar, mudança climática, comércio e mecanismos para cooperação entre os quatro.