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Números do 2º trimestre mostram PIB em expansão


    Sergio Lamucci e Cibelle Bouças, de São Paulo
    15/07/2009
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Os analistas mais otimistas prevêem expansão de 2,3% em relação ao primeiro trimestre, com ajuste sazonal

As primeiras estimativas sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre confirmam que a recessão ficou para trás. Os analistas mais otimistas prevêem expansão de 2,3% em relação ao primeiro trimestre, com ajuste sazonal. Os mais pessimistas estimam crescimento de 0,5%.

Sob o forte impacto da crise global, o PIB brasileiro recuou 3,6% no quarto trimestre de 2008 na comparação com o terceiro. No primeiro trimestre deste ano, houve nova queda, de 0,8%, caracterizando um quadro de "recessão técnica", marcado por duas contrações trimestrais consecutivas.

Números divulgados ontem pelo IBGE mostram que o comércio varejista registrou expansão, em maio, de 0,8% em relação a abril. No varejo ampliado, que inclui os setores de construção e automotivo, a expansão foi de 3,7%. Em ambos os casos, o crescimento em maio mais do que compensou a queda de abril. Esses resultados reforçaram a avaliação de que o consumo das famílias avança a um ritmo razoável. Em 12 meses até maio, a massa salarial cresceu 6,6%, descontada a inflação. Vários analistas ainda apostam em contração do PIB em 2009, mas aumentou a possibilidade de que haja uma variação ligeiramente positiva no ano.

A queda dos juros, a política fiscal expansionista, a redução de impostos em setores como o automotivo e a desaceleração apenas moderada da massa salarial explicam esse desempenho, segundo o economista-chefe do Banco Safra de Investimento, Cristiano Oliveira. "O pior momento para a atividade ficou para trás desde o início de abril". Ele acredita que o impacto máximo do afrouxamento da política monetária deve ocorrer no quarto trimestre deste ano.

O estrategista-chefe do BNP Paribas, Alexandre Lintz, elevou ontem sua projeção para a alta do PIB no segundo trimestre de 1,1% para 1,4%. Mas ainda prevê retração de 0,9% no ano. Ele acredita que a massa salarial perderá fôlego ao longo do ano e que o setor automotivo terá um quarto trimestre bem mais fraco que os anteriores. Além disso, o impacto da política fiscal seria menor de agora em diante.

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