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Livraria Cultura vai abrir loja na Daslu
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Livraria Cultura vai abrir loja na Daslu


    Beth Koike, de São Paulo
    06/07/2009
Texto: A- A+
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Divulgação
Foto Destaque
Sérgio Herz, da Cultura: plano é ter unidades para atender públicos específicos

A Livraria Cultura abre em setembro uma loja na Villa Daslu, em São Paulo, dentro da estratégia de diversificar seu modelo negócio. A nova livraria terá uma área de 360 m2 - metragem bem inferior a suas unidades, que possuem em média 3 mil m2. "Estamos estudando novos modelos porque temos consciência de que existe uma limitação no Brasil para abrir muitas livrarias de grande porte", disse Sergio Herz, diretor de operações da Livraria Cultura e neto da fundadora, Eva Herz.

A proposta de abrir uma livraria partiu da BR Malls, que administra a Villa Daslu há um ano e meio e quer mudar a imagem de que o local se resume a uma butique. "Muitas pessoas acham que lá só tem a Daslu, mas queremos mostrar que é um empreendimento com restaurantes, joalherias, lojas de grifes nacionais e livraria, além da própria Daslu. No total, são 70 pontos", afirmou Bettina Quinteiro, superintendente da Villa Daslu.

A Cultura vai substituir a Laselva, que há sete meses fechou a loja que tinha na Daslu. "A Laselva é uma livraria de aeroporto e adotava esse mesmo modelo na Daslu e por isso não deu certo", explicou Bettina. Em reestruturação desde o ano passado, a Laselva tem um alto endividamento com editoras, bancos e governo. Só seu débito bancário chega a R$ 30 milhões. Segundo a empresa, as dívidas já foram negociadas.

Na Villa Daslu, a Livraria Cultura dará atenção especial para publicações importadas e relacionadas à moda, sem descartar títulos tradicionais. "Há uma grande expectativa de que os homens procurem a livraria enquanto suas esposas ou namoradas estão fazendo as compras", complementou Bettina.

Segundo Herz, a abertura da loja vai ao encontro da estratégia da Cultura de ter negócios focados em públicos específicos. Nesse sentido, a Cultura colocou livrarias na São Paulo Fashion Week, na Casa Cor e no congresso HSM (evento internacional na área de recursos humanos). Também está prevista a abertura de uma unidade temporária em Campos do Jordão. "Na São Paulo Fashion Week, por exemplo, vendemos em um só dia cinco exemplares da revista de luxo 'Visionaire'. Numa livraria tradicional levamos meses para vender essa quantidade", disse Herz. Famosa no mundo da moda e do design, a publicação chega a custar R$ 1,3 mil (cada exemplar), dependendo da edição.

Ainda dentro da estratégia de atingir nichos, a Cultura planeja para outubro a inauguração, em São Paulo, de uma livraria apenas com títulos da editora Record - nos mesmos moldes da parceria que possui com a Companhia das Letras desde o ano passado.

Apesar de estar abrindo unidades menores, o diretor de operações destaca que o projeto de expansão com as livrarias tradicionais continua. Desde fevereiro, a Cultura tem um novo sócio, o Capital Mezanino, fundo de investimento em participações administrado pela Neo Investimentos. Com a entrada do fundo, a Cultura, que até então abria uma nova loja por ano, agora quer inaugurar duas unidades no mesmo período.

A Cultura prevê a abertura de lojas de grande porte em Fortaleza, Brasília e uma outra unidade em praça não revelada até o próximo ano. O investimento em cada um desses pontos é de aproximadamente R$ 6 milhões.

Atualmente, a rede conta com oito unidades distribuídas em São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Recife e Brasília. A empresa fechou o ano passado com faturamento de R$ 230 milhões, contra R$ 190 milhões em 2007.

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