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Teles resistem à crise e lucram mais em 2009
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Teles resistem à crise e lucram mais em 2009


    Talita Moreira e Heloisa Magalhães, de São Paulo e do Rio
    06/03/2009
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A sucessão de notícias ruins para a economia deixou os consumidores com um pé atrás, mas ainda não fez o brasileiro desligar o telefone nem sair da internet. As operadoras de telefonia fixa e móvel venderam e lucraram mais no quarto trimestre de 2008, quando a crise já havia chegado com força ao país.

As teles listadas na Bovespa tiveram receita líquida 9,7% maior que a do quarto trimestre de 2007 e conseguiram traduzir esse aumento em mais lucros. Levantamento do Valor Data com resultados de oito empresas mostra que, juntas, elas registraram lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (lajida) de R$ 7,5 bilhões - 12,5% superior à cifra de igual período do ano anterior. Nem todas as teles acompanharam esse movimento. A Oi teve queda no lucro operacional, mas atribuiu a redução a itens não recorrentes: despesas para a compra da Brasil Telecom e para a entrada no mercado paulista de celulares.

Os bons resultados são atribuídos ao fato de que o consumo de telefonia não depende da oferta de crédito e de algumas de suas tarifas serem reguladas, observa o analista Alex Pardellas, do Banif. Isso ajuda a sustentar as companhias em momentos desfavoráveis. "O que pode assustar na crise é o aumento do desemprego. Mas hoje o telefone já é um bem de primeira necessidade", afirma o diretor de finanças da Oi, Alex Zornig.

Uma evidência de que as coisas vão bem no aspecto operacional são os indicadores de inadimplência. As provisões para devedores duvidosos mantiveram-se relativamente sob controle - subiram em algumas operadoras, como a TIM, e caíram em outras, caso da Telefônica. Também não houve saltos nas taxas de cancelamento dos serviços e o ritmo de vendas - especialmente de celulares e banda larga - continuou forte.

A performance coloca o Brasil como mercado prioritário para a Telecom Italia, que manterá os investimentos de R$ 7 bilhões nos próximos três anos, diz Gabriele Galateri di Genola, presidente do conselho de administração do grupo. Ele reafirmou que não há intenção de vender a TIM Brasil. O projeto é transformá-la em operadora com amplo portfólio na telefonia fixa e celular, banda larga móvel e fixa. Segundo Galateri, a compra da Intelig cai como uma luva para atender a esses objetivos.

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