8h00 às 9h00 - Credenciamento e café da manhã
9h00 às 9h10 - Abertura
Quentin Peel, Editor Negócios Internacionais, Financial Times
9h10 às 9h35 - Painel 1 - Perspectivas para a Economia Brasileira
Guido Mantega, Ministro da Fazenda
9h35 às 10h40 - Oportunidades de Investimento
Dilma Rousseff, Ministra-Chefe da Casa Civil
Luciano Coutinho, presidente BNDES
Roger Agnelli, CEO Vale
Moderador: Jonathan Wheatley, Correspondente Financial Times
10h40 às 11h00 - Perspectiva Internacional
Sir Robert Wilson, Chairman, BG Group
Gerard Mestrallet, Chairman e CEO, GDF Suez Group
11h00 às 11h20 - Coffee-Break
11h20 às 12h10 - Painel 2 – Segurança financeira em tempos de turbulência
Henrique Meirelles, presidente Banco Central
Aldemir Bendine, presidente Banco do Brasil
Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente Banco Bradesco
Moderador: Jonathan Wheatley, Correspondente Financial Times
12h10 às 12h20 - Perspectiva Internacional
Emilio Botin, presidente Banco Santander
12h30 às 13h00 - Encerramento - presença de honra
13h00 às 14h00 - Almoço

Quentin Peel was appointed the international affairs editor of the Financial Times in 1998, having previously been the foreign editor, Moscow correspondent and Moscow bureau chief. Mr Peel joined the FT in 1975 on the foreign desk and has held several overseas positions, including South Africa correspondent, African editor, EU correspondent and Brussels bureau chief. He graduated from Queen’s College, Cambridge in 1970 and joined Thomson Regional Newspapers as a graduate trainee. In 1971 he joined the Newcastle Journal.

Formado em economia na Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo.
Professor de economia da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.
Doutor em Sociologia do Desenvolvimento na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, com especialização no Institute of Development Studies (IDS) da Universidade de Sussex, Inglaterra em 1977.
Professor de Economia no curso de mestrado e doutorado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP de 1982 a 87.
Vice-Reitor adjunto da PUC-São Paulo de 1984 a 87.
Diretor de Orçamento e Chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Planejamento de São Paulo, de 1989 a 1992.
Membro da Coordenação do Programa Econômico do PT nas eleições presidenciais de 1984, 1989 e 1998.
Assessor Econômico do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 1993 a 2002 e um dos coordenadores do Programa Econômico do PT na campanha de 2002.
Publicou dezenas de artigos em revistas como Revista de Economia Política, Estudos CEBRAP e Teoria em Debate.
Livros publicados: "Acumulação Monopolista e Crises no Brasil", Editora Paz e Terra, 1981; "A Economia Política Brasileira", Vozes, 1984; "Custo Brasil - Mito ou Realidade", Vozes, 1997; "Conversas com Economistas Brasileiros II", Editora 34, 1999, entre outros.
Ministro de Estado do Ministério do Planejamento,Orçamento e Gestão, designado em janeiro de 2003, cargo que exerceu até novembro de 2004.
Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cargo que exerceu até março de 2006.

Economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foi aluna de mestrado e doutorado em Ciências Econômicas pela pela Universidade de Campinas (UNICAMP), onde concluiu os respectivos créditos.
Desde junho de 2005 é ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República.
Foi Ministra das Minas e Energia (2003-jun.2005), Secretária da Fazenda de Porto Alegre (1986-1988), Presidente da Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul (1991-1993) e Secretária de Estado de Energia, Minas e Comunicações do RS (1993-1994 e 1999-2002).
Em 2002, coordenou a equipe de Infra-Estrutura do Governo de Transição instituído pelo Presidente Lula.

Doutor em Economia pela Universidade de Cornell (EUA) e professor convidado da Universidade de Campinas (Unicamp). Seus estudos acadêmicos sempre tiveram como temas principais a política industrial e o lado real da economia.
Especialista em economia industrial e internacional, escreveu e foi organizador de vários livros além de ter extensa produção de artigos, publicados no Brasil e no exterior. Em 1994, coordenou o Estudo de Competitividade da Indústria Brasileira, trabalho de quase uma centena de especialistas que mapeou com profundidade inédita o setor industrial brasileiro.
Entre 1985 e 1988 foi Secretário-Executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia, participando da estruturação do Ministério e na concepção de políticas voltadas a áreas de alta complexidade, como biotecnologia, informática, química fina, mecânica de precisão e novos materiais.
Nascido em Pernambuco, Coutinho é bacharel em Economia pela Universidade de São Paulo e, durante o curso, recebeu o prêmio Gastão Vidigal como melhor aluno de Economia de São Paulo. Possui mestrado em Economia pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da USP e foi professor visitante nas Universidades de São Paulo, de Paris XIII, do Texas e do Instituto Ortega y Gasset, além de professor titular na Unicamp. Até assumir a Presidência do BNDES era sócio da LCA Consultores, atuando como consultor-especialista em defesa da concorrência, comércio internacional e perícias econômicas.

Roger Agnelli foi eleito Diretor-Presidente da Vale em julho de 2001. Anteriormente, de maio de 2000 a julho de 2001, presidiu o Conselho de Administração da Companhia.
A Vale é a maior empresa privada da América Latina, com um valor de mercado de aproximadamente 150 bilhões de dólares. É a maior produtora e exportadora mundial de minério de ferro e de pelotas, a segunda maior produtora mundial de níquel e uma das principais produtoras de manganês, ferro-ligas, concentrado de cobre, bauxita, alumina, alumínio e carvão. Maior operadora de serviços de logística no Brasil, participa do consórcio de oito hidrelétricas, já em operação, geradoras de energia para seu consumo próprio. A Vale está presente em 30 países.
Roger Agnelli construiu sua carreira profissional no Grupo Bradesco – maior instituição financeira do Brasil –, de 1981 a 2001, onde exerceu o cargo de Diretor-Executivo do Banco Bradesco entre 1998 e 2000.
Em virtude de sua experiência e de suas atividades nas áreas de investimento, fusões e incorporações (M&A) e gestão de ativos, foi Diretor da UGB Participações S.A. e Vice-Presidente da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID). Foi também Diretor-Presidente da Bradespar S.A. de março de 2000 a julho de 2001 e membro de Conselhos de Administração de diversas companhias com relevante atuação no Brasil e
no exterior, como Companhia Paulista de Força e Luz, Companhia Siderúrgica Nacional, Latas de Alumínio S.A. (LATASA), VBC Energia S.A., Brasmotor S.A., Mahle Metal Leve S.A., Rio Grande Energia S.A., Suzano
Petroquímica, Serra da Mesa Energia S.A., Duke Energy, Spectra Energy e PETROBRAS. De 2003 a 2007 foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão de assessoramento ao Presidente da República do Brasil.
Atualmente, é membro do Conselho Consultivo do Setor Privado (CONEX) da Câmara de Comércio Exterior da Presidência da República do Brasil e integra o Conselho de Assessoramento Internacional ao Presidente da República de Moçambique, Senhor Armando Guebuza. Ocupa a Vice-Presidência do Centro das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro e participa do Conselho Superior Estratégico da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), do Conselho de Administração da ABB Ltd e do Conselho Consultivo Global da Anadarko. É membro da Comissão Internacional Consultiva da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

foi Presidente de Global Banking do FleetBoston Financial e Presidente mundial do BankBoston.
Iniciou atividades no Banco de Boston em 1974, tornando-se seu Presidente no Brasil em 1984. Em 1996, foi nomeado Presidente e CEO do BankBoston Corporation, quando se mudou para Boston, nos Estados Unidos. Assumiu a presidência de Global Banking do FleetBoston Financial em outubro de 1999, logo após a fusão das duas instituições nos EUA.
Além do BankBoston Corp e FleetBoston Financial, Henrique Meirelles foi membro do conselho de administração da Raytheon, Bestfoods e Champion International.
É Presidente da “Associação Viva o Centro”, que defende a revitalização da região central de São Paulo, e Presidente fundador da Federação Latino Americana de Leasing. Foi ainda Presidente da Câmara de Comércio de São Paulo e da Fundação Travessia, entidade que busca reintegrar crianças de rua à sociedade.
Foi também membro do conselho da Harvard Kennedy School of Government, da Sloan School of Management do MIT (Massachusetts Institute of Technology), da Carroll School of Management do Boston College, bem como membro do conselho do Conservatório de Música da Nova Inglaterra e do Instituto de Arte Contemporânea de Boston.
Henrique Meirelles detém título honorário pelo Bryant College de Rhode Island, EUA.
Foi eleito Deputado Federal em 2002.
Entre outras premiações recentes, foi escolhido como “Brasileiro do Ano 2008” pela revista Istoé, “Banqueiro Central 2007” pela revista Euromoney e “Financista do Ano 2008” pela revista Latin Trade.

O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, 45 anos, iniciou sua trajetória na empresa aos 14 anos como menor aprendiz na cidade natal, a Estância Turística Paraguaçu Paulista, oeste do estado de SP. Tem vasta experiência no mercado de seguridade, cartões, crédito imobiliário e financiamento ao consumo, áreas em que atuou como diretor e vice-presidente no Banco do Brasil. Foi diretor-executivo da Febraban e presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços (Abecs). Formado em administração, tem pós-graduação (MBA) em Finanças, pela PUC-Rio de Janeiro, e Formação de Altos Executivos pela USP (Fipecafi).

Mr. Emilio Botín Sanz de Sautuola y García de los Ríos, Chairman of Banco Santander, was born in Santander in 1934. He is married to Paloma O’Shea, with whom he has six children. After graduating in Economics from the University of Deusto and in Law from the University of Valladolid, he joined Banco Santander, where he held a variety of positions before becoming Chairman in 1986. Thirteen years later, Santander merged with Banco Central Hispano. In November, 2004, the Bank acquired the sixth largest bank in Britain, Abbey. Santander is today the leading financial Group in Spain and Latin America by all measures, and first in the euro zone by market capitalization, with a value of more than EUR 73 billion.
When he was a senior executive vice president and chief executive officer, Banco Santander expanded throughout Spain, becoming one of the seven leading banks. Under his chairmanship, Santander became the most innovative bank in the market by launching products that revolutionized Spanish financial culture, such as the Supercuenta (1989), Superfondos (1992) and the Superhipoteca (1993).
A landmark in the expansion in Spain was the 1994 acquisition of Banesto, one of the most solid and traditional brands in Spanish banking, which made Santander the leading financial group in Spain. This transaction and later acquisitions of banks in Latin America were later complemented by the merger of Santander with Central Hispano. The integration of the two banks consolidated Santander’s leadership in the Spanish and Latin American financial systems and gave it a significant position in Portugal, where, after the acquisition of Grupo Totta & Açores, Santander is the fourth financial institution.
In 2005, Santander acquired Abbey, the UK’s sixth largest bank and the second in terms of mortgage lending. In 2006 the Bank bought a 24.9% stake in Sovereign Bancorp, the 18th financial institution in the United States. Through consecutive acquisitions, Santander has created Europe’s largest consumer finance franchise, Santander Consumer Finance, which is present in 13 European countries, as well as the United States, Mexico and Chile.
Mr. Botín also signed one of the most successful and far-reaching financial alliances in 1988 with The Royal Bank of Scotland (RBS). The agreement enabled both banks to lend one other support in several transactions, though always maintaining their independence. Following the Abbey acquisition, Santander and RBS ended their Board cross-memberships and investments in one another. In 2007, Santander, RBS and Fortis together acquired Dutch bank ABN AMRO in the largest financial transaction in history. Following the distribution of assets, Brazil’s Banco Real will join the Bank, making Santander the third financial institution in the country. Santander has 2.3 million shareholders and provides services to 67 million customers through its 11,200 branches and 132,000 employees.
Mr. Botín is Chairman of the Marcelino Botín Foundation, one of Spain’s leading private institutions devoted to supporting scientific research, heritage conservation and the development of the social sciences. Both through the Bank and the Foundation, Mr. Botín is deeply involved with the Latin American and Spanish scientific and university worlds. Between them, the institutions have cooperation and sponsorship agreements with a thousand universities representing over seven million students in Spain, Portugal and Latin America, as well as the most prestigious research centres. The Chairman of Santander has been the main force behind the Internet portals of Universia and the Miguel de Cervantes Virtual Libraries, which are unique in the world in their respective areas of specialisation: university information and communications and literary texts in Hispanic languages.

Formado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Paulo. Iniciou a carreira em abril de 1969 no Banco Bradesco S.A. Passou por todos os escalões da carreira bancária, sendo em janeiro de 1984 eleito Diretor Departamental, em março de 1998 Diretor Executivo Gerente, em março de 1999 Diretor Vice-Presidente Executivo. Em 10 de março de 2009 assumiu a Presidência da Diretoria do Banco, acumulando também, a partir daquela data, o cargo de Membro do Conselho de Administração.
É também Diretor-Presidente das demais empresas da Organização Bradesco, Membro da Mesa Regedora e Diretor Gerente da Fundação Bradesco, Membro do Conselho de Administração e Diretor Gerente da Fundação Instituto de Moléstias do Aparelho Digestivo e da Nutrição (FIMADEN). Além dessas atividades, é Membro do Conselho Diretor da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), Membro do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo, S.A., com sede em Lisboa, Portugal, Membro Efetivo do Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos - FGC, Membro do Egrégio Conselho da ANSP - Academia Nacional de Seguros e Previdência, Membro do Conselho Consultivo da APTS - Associação Paulista dos Técnicos de Seguro e Membro Titular da Association Internationale pour I’Etude de I’Economie de I’Assurance - Association de Genève, Genebra, Suíça. Presidiu a Diretoria da Bradesco Seguros S.A. de março de 2003 a março de 2009, tendo ocupado o cargo de Membro do Conselho de Administração de março de 1999 a março de 2005.
Foi Diretor Setorial da ADVB - Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil, Presidente da ANAPP - Associação Nacional da Previdência Privada, Federação Nacional de Saúde Suplementar - FENASAÚDE e da Comissão de Marketing e Captação da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança - ABECIP, Membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira das Companhias Abertas - ABRASCA, Associação Comercial do Rio de Janeiro e do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar - IESS, Membro do Conselho de Administração da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, Diretor Setorial de Marketing e Membro do Conselho Nacional de Ética Bancária (CONEB) da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), Membro da Comissão de Assuntos Internacionais da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e Membro do Conselho Superior e Diretor Vice-Presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização - CNSeg e seu Representante Titular perante a Confederação Nacional do Sistema Financeiro - CONSIF.

Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945, na cidade de Garanhuns, interior de Pernambuco. Casado com Marisa Letícia, desde 1974, tem cinco filhos. Lula, por sua vez, é o sétimo dos oito filhos de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Mello. Em dezembro de 1952, a família de Lula migrou para o litoral paulista, viajando 13 dias num caminhão "pau de arara". Foi morar em Vicente de Carvalho, bairro pobre do Guarujá.
Foi alfabetizado no Grupo Escolar Marcílio Dias. Em 1956, a família mudou-se para São Paulo, passando a morar num único cômodo, nos fundos de um bar, no bairro de Ipiranga. Aos 12 anos de idade, Lula conseguiu seu primeiro emprego numa tinturaria. Também foi engraxate e office-boy.
Com 14 anos, começou a trabalhar nos Armazéns Gerais Columbia, onde teve a Carteira de Trabalho assinada pela primeira vez. Lula transferiu-se depois para a Fábrica de Parafusos Marte e obteve uma vaga no curso de torneiro mecânico do Senai - Serviço Nacional de Aprendizagem Indústrial. O curso durou 3 anos e Lula tornou-se metalúrgico.
A crise após o golpe militar de 1964 levou Lula a mudar de emprego, passando por várias fábricas, até ingressar nas Indústrias Villares, uma das principais metalúrgicas do país, localizada em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Trabalhando na Villares, Lula começou a ter contato com o movimento sindical, por intermédio de seu irmão José Ferreira da Silva, mais conhecido por Frei Chico.
Em 1969, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema fez eleição para escolher uma nova diretoria e Lula foi eleito suplente. Na eleição seguinte, em 1972, tornou-se primeiro-secretário. Em 1975, foi eleito presidente do sindicato com 92 por cento dos votos, passando a representar 100 mil trabalhadores.
Lula deu então uma nova direção ao movimento sindical brasileiro. Em 78, Lula foi reeleito presidente do sindicato e, após 10 anos sem greves operárias, ocorreram no país as primeiras paralisações. Em março de 79, 170 mil metalúrgicos pararam o ABC paulista. A repressão policial ao movimento grevista e a quase inexistência de políticos que representassem os interesses dos trabalhadores no Congresso Nacional fez com que Lula pensasse pela primeira vez em criar um Partido dos Trabalhadores.
O Brasil atravessava, então, um processo de abertura política lenta e gradual comandada pelos militares ainda no poder. Em 10 de fevereiro de 1980, Lula fundou o PT, juntamente com outros sindicalistas, intelectuais, políticos e representantes de movimentos sociais, como lideranças rurais e religiosas. Em 1980, nova greve dos metalúrgicos provocou a intervenção do Governo Federal no sindicato e a prisão de Lula e outros dirigentes sindicais, com base na Lei de Segurança Nacional. Foram 31 dias de prisão.
Em 1982 o PT já estava implantado em quase todo o território nacional. Lula liderou a organização do partido e disputou naquele ano o Governo de São Paulo. Em agosto de 83, participou da fundação da CUT – Central Única dos Trabalhadores. Em 84 participou, como uma das principais lideranças, da campanha das "diretas-já" para a Presidência da República. Em 1986, foi eleito o deputado federal mais votado do país, para a Assembléia Constituinte.
O PT lançou Lula para disputar a Presidência da República em 1989, após 29 anos sem eleição direta para o cargo. Perdeu a disputa, no segundo turno, por pequena diferença de votos, mas dois anos depois liderou uma mobilização nacional contra a corrupção que acabou no "impeachment" do presidente Fernando Collor de Mello. Em 1994 e 1998, Lula voltou a se candidatar a presidente da República e foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso.
Desde 1992, Lula atua como conselheiro do Instituto Cidadania, uma organização não-governamental criada após a experiência do Governo Paralelo, voltado para estudos, pesquisas, debates, publicações e principalmente formulação de propostas de políticas públicas nacionais, bem como de campanhas de mobilização da sociedade civil rumo à conquista dos direitos de cidadania para todo o povo brasileiro.
Na última semana de junho de 2002, a Convenção Nacional do PT aprovou uma ampla aliança política (PT, PL, PCdoB, PCB e PMN) que teve por base um programa de governo para resgatar as dívidas sociais fundamentais que o país tem com a grande maioria do povo brasileiro. O candidato a vice-presidente na chapa era o senador José Alencar, do PL de Minas Gerais.
Em 27 de outubro de 2002, aos 57 anos de idade, com quase 53 milhões de votos, Luiz Inácio Lula da Silva é eleito Presidente da República Federativa do Brasil.
Em 29 de outubro de 2006, Luiz Inácio Lula da Silva se reelege Presidente da República com mais de 58 milhões de votos (60, 83% dos votos válidos) vencendo em segundo turno o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Geraldo Alckmin.

Gérard Mestrallet nasceu em Paris em 1° de abril de 1949. Graduou-se pelas Ecole Polytechnique, Ecole de l’Aviation Civile, Institut d’Etudes Politiques (Toulouse) incluindo treinamento como funcionário público sênior junto à Ecole Nationale d’Administration.
Gérard Mestrallet atuou como Administrador Civil no Tesouro e Consultor em Assuntos Industriais para o Ministro das Finanças, Jacques Delors.
Em 1984, prosseguiu sua carreira tornando-se Conselheiro para o Presidente da Compagnie de Suez. Em 1986, ele foi nomeado Vice-Presidente Executivo Sênior encarregado de Assuntos Industriais.
Em 1991, Gérard Mestrallet tornou-se Principal Executivo e Presidente do Comitê de Gestão da Société Générale de Belgique, no qual exerceu essa função até 1995.
Em julho de 1995, Gérard Mestrallet foi nomeado Presidente e Principal Executivo da Compagnie de Suez.
Gérard Mestrallet exerceu o cargo de Principal Executivo e Presidente do Conselho Executivo da Suez Lyonnaise des Eaux até 4 de maio de 2001, quando então foi nomeado Presidente e Principal Executivo da Suez.
Em julho de 2008, Gérard Mestrallet foi nomeado Presidente e Principal Executivo da GDF SUEZ.
Gérard Mestrallet é :
Presidente do Conselho da: Suez Environnement, Suez-Tractebel, GDF SUEZ Energy Services, Paris-Europlace, Diretor do Conselho da Electrabel, Saint-Gobain e Pargesa S.A., Membro do Conselho de Administração da AXA, Consultor junto ao Prefeito de Xangai, Consultor junto ao Prefeito de Seul, Membro da Mesa Redonda de Industriais Europeia, Consultor junto ao Prefeito de Chongqing