Secretário diz que exportação continua vigorosa e contribui para crescimento em 2006
Valor Online
01/09/2006 19:40
BRASÍLIA - O secretário de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Armando Meziat, disse hoje que, apesar do dólar barato, a balança comercial continuará com contribuição significativa à expansão da economia neste ano, a exemplo do que ocorre desde 2004. " As exportações continuam com vigor " , afirmou.
Ele chamou a atenção que faltam US$ 2 bilhões para o cumprimento da meta de US$ 132 bilhões exportados. Isso porque, no acumulado de 12 meses terminados em agosto, as exportações somaram US$ 130,387 bilhões, alta de 17,7% sobre igual período até agosto de 2005.
O Ministério está fazendo uma pesquisa setorial antes de revisar essa meta, explicou ele. Também a meta de US$ 42 bilhões para o saldo comercial em 2006 ainda permanece. Nesse caso, mais por cautela em relação à aceleração das importações.
Meziat destacou que, de janeiro a agosto deste ano, as vendas externas somam US$ 88,164 bilhões, aumento de 22,5% sobre os oito meses de 2005. E as importações acumularam 58,536 bilhões, elevação de 15,9%, gerando um saldo comercial acumulado de US$ 29,628 bilhões. Todos esses números são recordes.
Ante as críticas de que o câmbio valorizado tem afetado exportações e induzido à substituição de produção doméstica por importações, o secretário fugiu de rebates diretos, optando por citar os números coletados por sua pasta.
Segundo ele, os resultados recordes do comércio exterior mostram que há crescimento de vendas, tanto em quantidade quanto em preço. Na amostra para o acumulado janeiro a julho deste ano, o volume exportado cresceu 3,5% e o valor vendido subiu 11,5%, sobre igual período de 2005.
" Se há setores com problemas pelo câmbio mais baixo, há outros com desempenhos muito bons " , justificou. Além da boa performance das commodities, ele deu como exemplo materiais elétricos e eletrônicos, com aumento de 21% no valor apurado e 11% na quantidade vendida até agosto, sobre os oito meses de 2005.
Telefones celulares também tiveram crescimento de 20% no valor e de 4,5% na quantidade, de janeiro a agosto. Mas setores afetados pelo câmbio, como o moveleiro, acumulou perdas de 6,5% sobre o valor das vendas e 11,9% na quantidade, em relação a janeiro/agosto de 2005.
(Azelma Rodrigues/Valor Online)
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