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São Paulo, 21 de agosto de 2008

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Nível de emprego nas pequenas e médias empresas paulistas volta a cair em junho

Valor Online
21/08/2006 17:41

SÃO PAULO - O nível de emprego nas micro e pequenas empresas paulistas atingiu no mês de junho o menor patamar em 16 meses, com 4,32 ocupações por estabelecimento, o equivalente a 5,73 milhões de vagas ocupadas no Estado de São Paulo. Segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP), que elaborou o levantamento junto com a Fundação Seade, houve uma redução de 130 mil postos de trabalho em relação ao patamar de junho do ano passado.

Considerando a média entre janeiro e junho deste ano, as empresas desse perfil operaram com um total de 5,787 milhões de pessoas, 0,4% a menos frente à média do mesmo intervalo de 2005 (5,807 milhões de pessoas ocupadas). Quando comparado o mês de junho com a performance do mês de maio, houve um declínio de 1,3% no total de pessoas ocupadas, o que representa 76 mil vagas a menos no Estado.

De acordo com José Luiz Ricca, essa redução do quadro é justificada pelo baixo desempenho do faturamento com as vendas no primeiro semestre deste ano. A queda nos preços dos produtos e o endividamento dos consumidores teriam sido as principais causas dessa piora. "Na virada de 2005 para 2006, muitos empresários realizaram novas contratações e mantiveram esse pessoal na esperança de que as vendas continuassem aquecidas, o que acabou por não se concretizar, uma vez que o faturamento do setor ficou 2,8% abaixo do primeiro semestre do ano passado", diz.

A diminuição de vagas afetou todos os setores. Na indústria, houve baixa de 1,1% ante o mês de junho. Com o comércio, a queda foi de 0,7% e no setor de serviços, o mais prejudicado, o declínio chegou a 5,1%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, as vagas diminuíram 0,1% na indústria, 1,1% em serviços e 1,9% no Comércio.

A entidade ressalva que o comércio sofre mais nesta época do ano, quando são dispensados os empregados temporários que trabalharam no dia das mães. Na avaliação do Sebrae, a recuperação dessas empresas no segundo semestre depende de mudanças na taxa de câmbio e de juros, bem como aprovação de uma legislação favorável às pequenas e médias empresas.

No que diz respeito à região, as pequenas e médias empresas da capital paulista foram as que eliminaram mais postos de trabalho. Na comparação com junho do ano passado, a queda foi de 4,8% na cidade. Segundo a entidade, o efeito Copa do Mundo pode ter prejudicado vários segmentos no comércio paulistano. Já nos estabelecimentos do Grande ABC, a queda na ocupação foi de 0,6% perante o mês de maio, e de 0,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Além de menos postos de trabalho, o rendimento médio dos trabalhadores diretos nas pequenas e médias empresas paulista caiu 0,6% no mês de junho, perante o mês anterior, para R$ 684. Na comparação com junho do ano anterior, entretanto, a expansão da renda foi de 5,8%.

(Valor Online)


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