IBM traz ao Brasil sexto centro de serviços em software do mundo
Valor Online
05/09/2006 16:05
SÃO PAULO - A gigante mundial de serviços de tecnologia IBM quer ganhar ainda mais agilidade no atendimento à demanda dos grandes clientes por soluções de software. O vice-presidente sênior de software da companhia, Steve Mills, anunciou hoje no Brasil a implantação do sexto laboratório de alta performance da companhia, com investimento inicial de US$ 1 milhão, mas que "crescerá conforme o desenvolvimento dos projetos".
Juntos, os seis centros - que incluem os recém-abertos na Índia e China, além de Japão, Reino Unido e Estados Unidos - somam 200 especialistas com "milhares" de servidores integrados em tempo real.
Assim, a idéia da companhia americana é que os grandes clientes do Brasil também possam ter resposta às suas demandas, mesmo que desenvolvidas por pessoal do exterior, em um tempo muito mais curto que o oferecido pela concorrência.
"Trata-se de horas e minutos, ao invés de dias e meses", definiu Willy Chiu, vice-presidente dos serviços sob demanda prestados por todos os centros desse tipo na IBM.
Não por acaso, no final de junho a EDS e nove companhias do setor de tecnologia da informação (TI) se uniram para criar o que foi batizado de "Agile Alliance" mundial na prestação de serviços. Segundo declarações das próprias companhias, a idéia da aliança era fazer frente à IBM na gama de serviços e na agilidade do atendimento.
Mills explicou que não é só a concorrência que exige um dinamismo cada vez maior das empresas de TI, mas também a complexidade dos ambientes de cada cliente e a sua urgência na solução.
Sobre a escolha do Brasil para esse sexto centro de alta performance, Mills esclareceu que esse "é um reconhecimento de que os usuários do Brasil e da América Latina têm demandas cada vez mais sofisticadas" por tecnologia. "A IBM tem muitos clientes de grande porte no país e esse é um lugar óbvio para colocarmos esse novo laboratório", acrescentou.
No início deste ano, os países que formam o bloco BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) foram escolhidos como prioritários pela IBM mundial. No caso do Brasil, a matriz designou US$ 100 milhões para investimentos, principalmente na capacitação e contratação de pessoal.
O laboratório foi instalado na capital paulista, junto à sede da IBM porque, como explicou Rogério Oliveira, presidente da IBM no país, "é daqui que os clientes são atendidos".
O centro do Brasil, por enquanto, tem cerca de uma dúzia de pesquisadores, mas integrados em tempo real aos 200 disponíveis no mundo. A IBM, como um todo, tem 23 mil especialistas em todas as suas filiais, cujo know-how também poderá ser usado conforme a demanda específica.
A idéia de cada um dos laboratórios é desenvolver soluções customizadas para a demanda de cada cliente. Os ativos, no entanto, podem ser compartilhados e reutilizados para outras aplicações, o que garante a redução de custos. "Cada laboratório vai juntar as peças que o cliente precisar", explicou Mills. Por isso, o serviço será prestado mesmo que se trate de software e hardware que não tenha sido fornecido originalmente pela própria IBM.
A área e softwares respondeu por quase US$ 16 bilhões dos US$ 91 bilhões faturados pela IBM em todo o mundo no ano passado.
No caso do Brasil, a IBM explica que as principais demandas vêm da área financeira, onde os bancos querem atender os clientes por multicanais; telecomunicações, especialmente pelo impacto que serviços como IPTV terão nas redes das operadoras; setor público, pela adoção da nota fiscal eletrônica; e varejo, pelo aumento do volume de comércio eletrônico no país.
(Taís Fuoco | Valor Online)
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