Impasse no fornecimento de computadores paralisa parte do pregão eletrônico dos telecentros
Valor Online
15/01/2007 19:00
SÃO PAULO _ Um impasse vai atrasar parte da licitação do Ministério das Comunicações para implantar 5,4 mil telecentros no país ao longo deste ano. A Diebold Procomp, vencedora da disputa para fornecer os terminais de acesso que equiparão essas salas de uso público, não atendeu as especificações técnicas e poderá ser desclassificada.
O ministério, entretanto, afirmou hoje que vai aguardar um laudo da sua equipe técnica para decidir se dá outra chance à companhia de se adequar às especificações ou se parte para a escolha de um novo fornecedor. Não há prazo para que esse laudo seja divulgado, de acordo com a assessoria de imprensa do ministério.
O pregão eletrônico aconteceu no dia 28 de dezembro. A Procomp foi a empresa que mais fechou negócios no dia, obtendo R$ 109,78 milhões em contratos para fornecer microcomputadores, servidores, impressoras, roteadores e estabilizadores aos 5,4 mil telecentros.
Ela foi a vencedora no fornecimento dos 54 mil microcomputadores (10 a cada telecentro) e 5,4 mil servidores de sua própria fabricação ao projeto. A Procomp também venceu a disputa para a entrega das impressoras a laser, que serão fabricadas pela Lexmark, e dos estabilizadores, de fabricação da MicroSol.
Nos testes para mostrar que atende as especificações técnicas exigidas no edital para os microcomputadores, , no entanto, a companhia não teve sucesso e, agora, o processo foi emperrado.
Segundo os resultados divulgados pelo próprio ministério no início deste mês, a Philco (hoje marca da Gradiente) venceu a disputa para equipar os 5,4 mil telecentros com televisores, enquanto a Metrocomm vai fornecer os projetores multimídia e os aparelhos de DVD das marcas, respectivamente, Epson e Proview.
Com o pregão, o ministério quer levar pelo menos um telecentro a cada município do país até o final deste ano. Os centros são salas de uso público equipadas com microcomputadores, internet de banda larga, televisores e projetores, além de funcionários que atuam como monitores para ajudar os menos experientes nas pesquisas e no manuseio dos equipamentos.
Procurada, a Diebold Procomp ainda não retornou os pedidos de entrevista ao Valor Online.
(Taís Fuoco | Valor Online)
Notícias Relacionadas