Tivit cria pacote de serviços para escritório com opção para cliente ser ou não dono do ativo
Valor Online
18/10/2006 13:25
SÃO PAULO - A Tivit, companhia nacional do grupo Votorantim Novos Negócios, reuniu parceiros da área de software e hardware para oferecer pacotes de gestão dos ativos de tecnologia de escritórios, pelos quais o cliente decide se quer ou não ser dono do ativo. A idéia é que, com a gestão terceirizada, as empresas que contratarem esse pacote tenham uma redução de 20% a 30% nos seus custos totais de propriedade (TCO, da sigla em inglês) na área de tecnologia da informação (TI).
Os parceiros selecionados pela a oferta do pacote, batizado de Service Office, são a Lenovo - companhia que adquiriu a divisão de computação pessoal da IBM -, a Microsoft, que vai oferecer o sistema operacional Windows e o pacote Office, de softwares para escritório, e a Altiris, que vai fornecer as ferramentas de gestão e administração das estações de trabalho.
A Tivit vai realizar a integração de toda a solução em cada cliente que contratar o pacote, além de gerenciar os níveis de serviço de acordo com o exigido pelo cliente e de garantir a manutenção e adaptação de todos os equipamentos.
Segundo Paulo Scrideli, diretor de desenvolvimento de soluções da Tivit, "a abordagem do empacotamento é inovador" e as parceiras acreditam que as empresas que optarem pelo serviço se beneficiem da redução de custos com visitas técnicas presenciais - já que a prestação de serviços inclui suporte técnico a usuários remotos e móveis - e menores gastos com suporte e implementação.
A Tivit ficará responsável por gerenciar o período de renovação do parque de microcomputadores e notebooks da companhia, assim como pela atualização de seus softwares e a manutenção e assistência técnica às máquinas.
Segundo o executivo, a redução de custos prevista começa a se tornar mais viável a partir de 150 usuários. A propriedade do ativo - os microcomputadores e notebooks - poderá tanto ser do cliente ou da Tivit, que os adquirirá da Lenovo e poderá oferecer ao cliente em regime de aluguel, dentro da mensalidade de serviços.
As companhias também pretendem se adaptar ao parque de máquinas que o cliente tiver dentro da corporação. "Normalmente, as empresas renovam 20% a 25% de seu parque de computadores por ano. Por isso, o serviço vai incluir o estabelecimento de um cronograma de renovação", explicou Scrideli.
Ele disse que o primeiro "alvo" da companhia com o pacote de serviços é a própria base de clientes da Tivit, onde, entre os mais de 3 mil contratos, cerca de 200 já são de algum tipo de terceirização na área de tecnologia. Ele espera que algo como 30 deles contratem o Service Office nos próximos três a quatro meses.
Para Edson Leite, presidente da Tivit, a companhia cresce em média 20% a 30% ao ano e "esse pacote deve suportar a manutenção desses índices de crescimento" nos próximos exercícios. Em 2005, a receita bruta da companhia foi de R$ 255 milhões, enquanto a expectativa para este ano é superar os R$ 300 milhões.
Conforme disse, a idéia de agregar os parceiros na prestação de serviços que a Tivit normalmente já faz "dá mais competitividade à nossa oferta". De acordo com o executivo, "o mercado demanda soluções mais simples e a redução da complexidade dos recursos de tecnologia". A idéia da Tivit, segundo Leite, "é simplificar a gestão de TI para que o cliente possa se dedicar ao seu próprio negócio", afirmou.
(Taís Fuoco | Valor Online)
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