Basf fortalece negócios de defensivos no Brasil
Valor Econômico
28/09/2006 09:31
SÃO PAULO - A alemã Basf anunciou ontem um pacote de investimentos de 7,24 milhões de euros para incrementar seus negócios agrícolas no Brasil e na América Latina - região que, assim, tende a ganhar importância na estratégia global do grupo para o setor.
Os recursos estão sendo aplicados no Complexo Químico de Guaratinguetá, no interior paulista, e envolvem a construção de um laboratório de desenvolvimento de formulações de defensivos, a transferência e expansão de um laboratório de resíduos e estudos ambientais e a modernização de uma estação de tratamento de efluentes já existente.
Segundo Walter Dissinger, vice-presidente de produtos para agricultura na América Latina e de química fina na América do Sul da Basf, os aportes fazem parte de um plano que prevê avanço a taxas acima da média do mercado nos próximos anos. O faturamento global da empresa com produtos para agricultura alcançou 3,3 bilhões de euros em 2005, e a América Latina, focada em fungicidas, inseticidas e herbicidas, representou 670 milhões de euros.
Conforme Dissinger, o novo laboratório de formulações de Guaratinguetá é o quarto da múlti no mundo - os demais estão na Europa, nos EUA e no Japão -, e com ele a Basf ganha agilidade para adaptar seus produtos às necessidades brasileiras e regionais. " Teremos mais produtos específicos para ajudar a melhorar a produtividade dos agricultores. Veja o caso da cana: a cultura não existe na Europa e Guaratinguetá será uma referência global para o grupo " . Ele espera que as primeiras formulações produzidas no laboratório cheguem ao mercado em dois ou três anos.
Com a transferência do laboratório de resíduos de Resende (RJ) para Guaratinguetá, explicou Dissinger, a unidade também passa a ter uma importância global mais efetiva. Entre outros objetivos, com o investimento a Basf espera acelerar os processos de registro de seus produtos.
Já a modernização da estação de tratamento de efluentes do complexo paulista está em linha " com um dos pilares da empresa, que é a sustentabilidade dos negócios " , e será capaz de promover uma redução dos custos das matérias-primas utilizadas. " Com o potencial de crescimento da área agricultável no Brasil, são boas as perspectivas para o setor no país, que já tem os menores custos de produção de biomassa e de soja, por exemplo " , disse Dissinger.
(Fernando Lopes | Valor Econômico)
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