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Investimento em complexo petroquímico no Rio sobe para US$ 8,4 bi, mas não altera produção

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13/09/2006 17:03

RIO - A Petrobras anunciou que os investimentos previstos na construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro vão aumentar de US$ 6,5 bilhões para US$ 8,4 bilhões. O maior investimento, entretanto, não implica alta de produção ou de processamento de petróleo. De acordo com o presidente da Petroquisa, subsidiária de petroquímica da Petrobras, José Lima de Andrade Neto, a revisão de investimentos deve-se basicamente a aumentos de custos de equipamentos e ao fato de o projeto incluir uma inovação tecnológica.

"O projeto é inovador, tem uma tecnologia nova e a estimativa inicial tem uma margem de erro prevista. Vamos utilizar petróleo pesado como matéria-prima e isso não é a prática mundial, que é nafta ou gás natural", explicou. Segundo o executivo, a revisão no investimento é "absolutamente aceitável". "Em nível mundial, essa variação vai de menos 10% a mais 30%", completou.

Além da Petrobras, o complexo petroquímico tem como sócio o Grupo Ultra, com 50%. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai participar do empreendimento, mas segundo o presidente da Petroquisa, ainda será definido se o banco de fomento entrará apenas com um empréstimo ou se financiará o projeto por meio de participação acionária. Outras empresas do setor petroquímico nacionais e estrangeiras também estão interessadas em participar, mas a definição do desenho societário final somente deve ser divulgada em dezembro.

"Quase todos os atores do setor já nos procuraram. Preferimos um grupo nacional, mas não descartamos a participação de um grupo estrangeiro", disse o executivo.

O complexo tem previsão para entrar em operação em 2012 e vai processar 150 mil barris ao dia de petróleo nacional. Em sua planta, estão projetadas a instalação de uma unidade de refino, uma unidade petroquímica para processamento de petroquímicos básicos, como eteno, benzeno, paralixeno e propeno. Além disso, está prevista a instalação de uma unidade de segunda geração, que vai transformar tais produtos básicos em estireno, etilenoglicol, polietilenos, poliptopileno e PTA/PET.

O empreendimento ficará localizado no município de Itaboraí, na região metropolitana do Rio, devido especialmente à proximidade com um anel rodoviário e com o porto de Itaguaí.

Segundo estimativa da Petrobras, a implantação do complexo vai diminuir as importações brasileiras de matérias-primas ou produtos petroquímicos num valor equivalente a US$ 2 bilhões ao ano. "Se o Brasil não tiver outro complexo, vai continuar a importar", comentou o executivo, que participou da conferência Rio Oil & Gas 2006.

(Ana Paula Grabois | Valor Online)


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