Mercados: Após fala de Bernanke, bolsa cai 0,48%, em dia volátil; dólar avança 0,41%
Valor Online
25/08/2006 12:43
SÃO PAULO - O mercado financeiro local trabalha sem tendência nesta sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mostra volatilidade, com o Ibovespa oscilando entre os campos positivo e negativo, acompanhando o comportamento dos índices acionários americanos. No segmento cambial, o dólar sustenta a trajetória ascendente dos últimos três pregões. A jornada começou com os investidores na expectativa pelo discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, mas a ausência de novidades em suas declarações deixou os investidores sem referencial.
Por volta das 12h40, o Ibovespa cedia 0,48%, aos 35.625 pontos, após ter oscilado entre a mínima de 35.620 pontos e a máxima de 36.128 pontos. O volume financeiro era de R$ 689 milhões. A moeda americana subia 0,41%, a R$ 2,1610 na compra e R$ 2,1630 na venda.
De acordo com o gestor de fundos do Banco Prosper, Julio Martins, o mercado abriu a sexta-feira na expectativa pela fala de Bernanke, "que não sinalizou nada". Diante disso, a bolsa paulista passou a acompanhar a forte volatilidade verificada também nos pregões americanos, oscilando sem uma tendência definida, notou o especialista. A Bovespa chegou a ensaiar a continuidade do movimento positivo de ontem, mas segue sem fluxo novo para sustentar uma recuperação, explicou.
Em Wall Street, o índice Dow Jones cedia 0,33% e o S & P 500 recuava 0,21%. Em seu discurso, Bernanke ressaltou que "o desafio dos formuladores de política monetária é garantir que os benefícios da integração econômica global sejam ampla e suficientemente compartilhados" a fim de que se elimine o sentimento protecionista. O dirigente não comentou sobre a perspectiva para a política monetária e econômica dos Estados Unidos.
Na área cambial, o gerente de câmbio da corretora Novação, José Roberto Carreira, nota que o cenário de um mercado ainda preocupado com o ritmo de desaquecimento da economia americana ajuda na manutenção da alta nas cotações do dólar. Ele pondera, entretanto, que o giro desse segmento está bem pequeno e que, passada a expectativa com as declarações do titular do Fed, o ritmo nos negócios passou a ficar "de lado" (pouca oscilação).
O Banco Central (BC) realizou há pouco leilão de compra no segmento comercial à vista. A taxa de corte foi de R$ 2,1580. A informação consta de comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin) do BC, que não divulga quanto foi comprado.
(Paula Laier | Valor Online)
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