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São Paulo, 7 de setembro de 2008

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Mercados: Bolsa sobe 1% após dados dos EUA e gira R$ 4,2 bi

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16/08/2006 18:19

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a fechar em alta nesta quarta-feira, depois que indicadores de inflação e atividade dos Estados Unidos reforçaram a perspectiva de fim do ciclo de altas no juro primário americano. A reação positiva de Wall Street a tais números sustentou o tom positivo no pregão local, apesar da volatilidade provocada pelos vencimentos dos contratos futuros do Ibovespa e das opções sobre o índice, que também ajudaram a inflar o volume financeiro local.

No término das operações, o Ibovespa subiu 1,02%, aos 37.677 pontos, após oscilar da mínima de 37.209 pontos a máxima de 37.697 pontos. O giro atingiu R$ 4,2 bilhões.

O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgou hoje que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano subiu 0,4% em julho, em linha com as projeções de muitos agentes financeiros. O núcleo do indicador, que elimina o comportamento dos preços de alimentos e energia, subiu 0,2%, depois de quatro meses de elevação de 0,3%, ficando abaixo das estimativas.

No mesmo sentido, a produção industrial americana avançou 0,4% no mês passado ante expectativa de incremento de 0,5% a 0,6% no período. E o índice de construção de moradias naquele país recuou 2,5% em julho, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 1,8 milhão de imóveis residenciais. Foi a quinta baixa nos últimos seis meses. Muitos economistas aguardavam uma leitura de 1,81 milhão a 1,82 milhão de casas.

O cenário externo ajudou na continuidade do movimento positivo já registrado na terça-feira, por conta do dado de inflação ao produtor dos Estados Unidos, observou o gerente de renda variável do Banco Votorantim, Pedro Thomazoni. Aumentou a probabilidade de o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) não subir mais os juros, disse. Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,86 % e o S & P 500 avançou 0,77%.

Aliado ao indicador de inflação ao produtor, divulgado na véspera, os dados conhecidos nesta quarta-feira indicaram a chance de um cenário mais tranqüilo para a inflação nos Estados Unidos e, conseqüentemente, para os juros americanos, reforçou o analista da Prosper Gestão de Recursos Gustavo Barbeito Lacerda. "Sinalizaram uma chance maior para o fim no aperto monetário promovido pelo Fed", explicou.

E a estabilidade do juros nos Estados Unidos pode aumentar novamente o apetite para ativos de maior risco, entre eles, as bolsas de países emergentes, categoria em que está o Brasil, disse o analista, justificando a reação positiva do mercado brasileiro.

O pregão brasileiro também foi marcado pelos vencimentos dos contratos de Ibovespa negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) e das opções sobre o índice. Tais operações causaram o aumento expressivo do volume financeiro e a forte volatilidade do dia, disse Thomazoni. "Tudo normal em dia de vencimento", completou Barbeito.

No campo corporativo, as ações da TIM Participações e da Vivo lideraram as altas dos Ibovespa. Segundo os analistas Guilherme Marins e Alexandre Garcia, da Corretora Ágora, as ações da Vivo subiram por conta de apostas sobre o controle da empresa. A avaliação é de que a entrada da Telmex no capital da Portugal Telecom pode indicar um interesse do grupo mexicano, já controlador da Claro, pela rival Vivo.

Outra possibilidade aventada é que a Telefónica compre a parte da Portugal Telecom no bloco de controle da Vivo, o que fez disparar também as ações preferenciais da Telesp, operadora de telefonia fixa do grupo espanhol (+5,06%, a R$ 51,90).

Thomazoni, do banco Votorantim, lembrou que os papéis da Vivo vêm subindo desde a última sexta-feira, depois que a Telmex informou ter adquirido participação de 3,406% do capital da Portugal Telecom. E o vencimento pode ter potencializado a alta, acredita o analista.

No fechamento, as ações ON da TIM Participações subiram 9,80%, para R$ 8,40, seguida pelas preferenciais da Vivo, com acréscimo de 8,69%, para R$ 6,25; e das preferenciais da TIM Participações, com avanço de 8,45%, para R$ 6,03.

(Paula Laier | Valor Online. Colaborou Talita Moreira, do Valor Econômico)


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