Mercados: DIs seguem em correção após Copom
Valor Online
01/09/2006 13:04
SÃO PAULO - O mercado futuro de juros dá continuidade aos ajustes de posição, devido à decisão "surpreendente" do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) e registra queda nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI). Embora o corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic promovido pela instituição não estivesse descartado, a maioria dos investidores apostava na redução de 0,25 ponto. O cenário externo favorável nesta jornada contribui com o declínio no pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F).
Por volta das 13 horas, o DI para outubro recuava 0,01 ponto percentual, a 14,14% ao anuais. O contrato para janeiro de 2007 caía 0,04 ponto, a 13,96% ao ano. Abril projetava 13,89% ao ano, com recuo de 0,04 ponto. Outubro de 2007 indicava 13,90% ao ano, com baixa de 0,06 ponto. O vencimento de janeiro de 2008 indicava 13,90% anuais, com declínio de 0,09 ponto. O contrato para janeiro de 2010 cedia 0,07 ponto, a 14,19% ao ano.
"A curva de juros ainda está ajustando-se após o corte de 0,5 ponto", resumiu o operador da tesouraria do Banco Cruzeiro do Sul, Raphael Levy. Na noite de quarta-feira, o Copom contrariou o consenso do mercado e reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano, enquanto a estimativa majoritária apontava uma queda para 14,50% ao ano. A decisão gerou forte movimento de correção nas taxas dos DIs ontem, elevando significativamente o volume de negócios na BM & F, o que tem prosseguimento hoje.
O clima positivo no mercado internacional contribuía com a trajetória declinante das taxas. Em Wall Street, o índice Dow Jones subia 0,52% e o S & P 500 avançava 0,43%. Os investidores repercutem uma bateria de indicadores sobre a economia dos EUA, como a adição de 128 mil empregos em agosto e a redução da taxa de desemprego para 4,7%.
Fora isso, os agentes ponderam o resultado do indicador que mede a atividade manufatureira, que ficou em 54,5 em agosto, abaixo dos 54,7 registrados no sétimo mês deste ano. Qualquer leitura acima de 50 significa aumento. O índice que mede a confiança do consumidor ficou em 82 no fim do mês passado, menor do que os 84,7 de julho, mas acima da prévia de agosto.
(Paula Laier | Valor Online)
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