Mercados: Dólar inverte rumo e cai 0,18%, mas tom segue conservador
Valor Online
03/08/2006 16:58
SÃO PAULO - A melhora do mercado financeiro internacional ao longo do dia beneficiou também o segmento cambial brasileiro, onde o dólar inverteu o rumo e fechou desvalorizado em relação ao real, mesmo com a atuação do Banco Central (BC). A sessão, porém, mostrou baixa volatilidade nas cotações, com os investidores preferindo posições mais conservadoras, à espera do relatório mensal de trabalho dos Estados Unidos, previsto para amanhã.
No término das operações, o dólar foi transacionado a R$ 2,1760 na compra e R$ 2,1780 na venda, com queda de 0,18%. Ao longo do dia, a moeda chegou a subir 0,55%, a R$ 2,1940, no maior preço do dia, para depois marcar R$ 2,1770, com queda de 0,23%, no menor valor. De acordo com agentes no mercado, o giro interbancário somou aproximadamente US$ 2,6 bilhões. Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a divisa caiu 0,14%, a R$ 2,177, com volume de US$ 581 milhões.
O mercado de câmbio abriu mais pressionado pelo tom pessimista no ambiente internacional, depois que o Banco da Inglaterra (BOE, na sigla em inglês) surpreendeu os investidores ao elevar o juro básico naquela economia em 0,25 ponto, para 4,75%, observou o economista da Ativa Corretora S.A. Arthur Carvalho. Ao longo do dia, porém, o humor foi melhorado com a percepção de que a alta "não é o final do mundo", avaliou o especialista.
Em Wall Street, o índice acionário Dow Jones chegou a recuar aos 11.144 pontos na mínima do dia, mas subia 0,35%, aos 11.238 pontos, minutos antes do fechamento.
Na avaliação de Carvalho, o mercado de dólar esta "meio parado, esperando com muita atenção o comportamento da folha da pagamento não-agrícola dos Estados Unidos", que será divulgada amanhã, junto com o relatório mensal de emprego daquele país. "O dado deve definir as expectativas para a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fed) sobre o juro americano, no início da próxima semana", explicou.
O BC voltou a comprar dólares hoje, mas, novamente, não chegou a provocar a alta nas cotações. A autoridade monetária nacional realizou leilão das 12h36 às 12h46, com taxa de corte de R$ 2,1860. De acordo com agentes no mercado, a instituição acatou nove propostas de nove bancos, de um total de 20 propostas de 17 bancos. A taxa máxima foi de R$ 2,1880 e a mínima de R$ 2,1850.
(Paula Laier | Valor Online)
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