Mercados: Dólar sobe 0,14%, a R$ 2,1410, amparado por atuação do BC
Valor Online
17/08/2006 16:59
SÃO PAULO - A intervenção do Banco Central (BC) no mercado cambial à vista e também no segmento futuro de dólar ajudou na ligeira alta da moeda americana sobre o real no final desta quinta-feira. Após leve apreciação na abertura, a divisa passou a maior parte da sessão em queda, ajudada pelo tom favorável do cenário externo, com os investidores ainda otimistas com o aumento das chances de fim do aperto monetário nos Estados Unidos.
No término das operação, porém, o dólar subiu 0,14%, a R$ 2,1390 na compra e R$ 2,1410 na venda, próximo do maior valor do dia, de R$ 2,1430. Na menor cotação, a moeda marcou R$ 2,1290, com queda de 0,42%. De acordo com agentes no mercado, o giro interbancário somou aproximadamente US$ 1,36 bilhão. Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a divisa avançou 0,19%, a R$ 2,141, com volume igual a US$ 241 milhões.
O BC atuou duas vezes no mercado, então era natural que o dólar subisse um pouco, disse o economista da Grau Gestão de Ativos, Pedro Paulo Silveira. "Hoje, ele conseguiu segurar as cotações", reforçou, justificando que o cenário tranqüilo nesta jornada favorecia a queda nas cotações. Na expectativa pela entrada do BC na compra do segmento à vista, muitos investidores também adquiriram moedas para vender para a instituição, complementou um operador.
Das 12 horas às 13 horas, o BC realizou leilão de contratos de swap cambial com posição ativa em variação do câmbio e passiva em juros - quando a instituição compra dólar no mercado futuro. A operação tinha como objetivo cobrir o vencimento de um lote que vence em 1º setembro, de US$ 1,7 bilhão. Da oferta total de 33,8 mil contratos, o BC vendeu 31,7 mil swaps reversos e assumiu posição credora no mercado futuro de US$ 1,493 bilhão.
Em seguida, das 15h34 às 15h44, a autoridade monetária nacional adquiriu dólares a R$ 2,1395 no mercado comercial à vista. De acordo com agentes no mercado, o BC aceitou seis propostas de cinco bancos, de um total de 21 ofertas de 17 bancos. A taxa máxima oferecida no leilão foi de R$ 2,1420 e a mínima, R$ 2,1390. A média das taxas ficou em R$ 2,1401.
Também nesta jornada, a agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou o teto país ("country ceiling") do Brasil. A nota brasileira passou de "BB" para "BB+". Na avaliação do gerente de renda fixa do Banco Prosper, Diego Beleza, a notícia teve pouca influência. "Na prática, significa que, mesmo o Brasil tendo classificação BB, as empresas com emissão local podem ter nota superior (BB+)", explicou.
O BC ainda informou nesta quinta-feira que os investimentos estrangeiros diretos que ingressaram no país em agosto já somam US$ 700 milhões. O dado levam em conta a posição do câmbio liquidado. Em julho, esses aportes somaram US$ 1,587 bilhão, abaixo dos US$ 2,029 bilhões do mesmo mês de 2005.
(Paula Laier | Valor Online)
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