Mercados: Em dia contido, só Nasdaq se destacou entre as bolsas internacionais
Valor Econômico
31/08/2006 08:05
SÃO PAULO - As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em alta ontem, com destaque para a área de tecnologia. Comentários do presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, de que a desaceleração econômica pode não ser suficiente para reduzir a inflação, abateram os índices Dow e S & P.
O Dow Jones subiu 0,11%, a 1.382 pontos, enquanto o S & P ficou estável, a 1.304 pontos. O Nasdaq aumentou 0,62%, para 2.185 pontos. Os papéis da Apple avançaram 0,72% e ajudaram o Nasdaq a subir pelo quinto dia seguido. A fabricante de computadores afirmou que o presidente-executivo do Google, Eric Schimdt, entrará para o conselho diretivo.
As ações da Procter & Gamble (P & G) ficaram entre os destaques de alta, com valorização de 0,9%, depois que o UBS elevou o preço-alvo da empresa de produtos de consumo.
O que atrapalhou foi o desempenho das petrolíferas. Exxon caiu 1,6%, ConocoPhillips perdeu 1,8% e Chevron recuou 0,84%. O preço do petróleo fechou em alta, interrompendo dois dias de queda.
As bolsas da Europa encerraram com ganhos e atingiram o maior nível em três meses e meio. Preocupações sobre juros diminuíram e os preços do petróleo no continente caíram para o menor patamar em dez semanas. As ações da Ericsson foram destaque de alta.
O FTSEurofirst 300, índice que reúne as ações das principais empresas européias, teve ganho de 0,59%, a 1.375 pontos, depois de atingir seu maior nível durante a sessão desde 12 de maio. O indicador ficou a apenas 2% do maior pico em cinco anos.
Em Londres, o índice FTSE-100 fechou em alta de 0,7% e encerrou a 5.929 pontos. O CAC-40, de Paris, subiu 0,44% (5.182 pontos). Em Frankfurt, o DAX ganhou 0,35% (5.867 pontos). O Ibex-35 aumentou 0,21%, levando a bolsa de Madri a fechar em 12.171 pontos. Em Milão, a bolsa elevou-se 0,52%, para 29.065 pontos e em Lisboa, 0,2% (9.964 pontos).
(Valor Econômico, com agências internacionais)
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