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Média de juro bancário para pessoa física é a menor desde junho de 1994

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24/10/2006 14:28

BRASÍLIA - A taxa média do juro bancário caiu em setembro para 41,5% anuais, o menor patamar desde junho de 2000. Nos empréstimos a pessoas físicas, baixou para 53,8%, o menor nível desde junho de 1994.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, admite que as taxas ainda são " um pouco elevadas " . Mas pondera que " são as mais baixas da série histórica " apurada pelo BC.

Ele destaca que, embora devagar, os bancos têm seguido a trajetória de cortes na taxa básica Selic, iniciada em setembro de 2005. Mas lembra que, nos 12 meses terminados em setembro deste ano, enquanto a Selic caiu 5,75 pontos percentuais, o juro médio cobrado pelos bancos teve queda maior, de 6,6 pontos percentuais.

" O que esperamos é que eventuais cortes na Selic se reflitam nas taxas ao consumidor " , justifica o técnico.

Em algumas operações, entretanto, os reflexos do corte do juro básico são mais lentos. Como no crédito direto ao consumidor para aquisição de eletroeletrônicos, que subiu 1,6 ponto percentual em relação a agosto. Essa taxa média ficou em 61% anuais, a mais alta desde dezembro de 2005 (65,2%).

Segundo o técnico do BC, o custo dos empréstimos, principalmente a taxas prefixadas, demora mais a cair. Isso por ter influência mais acentuada pelo spread, que é a diferença entre o custo de captação e o ganho dos bancos ao emprestar o dinheiro.

" Esse aumento reflete a alta do spread " , disse Lopes. Sobre agosto, o spread geral subiu 0,3 ponto percentual, situando-se em 27,8% ao ano. Segundo ele, às vezes os bancos pagam mais para captar e repassem " aos pouquinhos " , essa elevação de custos para os empréstimos.

Houve ainda no mês passado uma ligeira alta nas taxas de inadimplência. A média saiu de 5% para 5,1%, enquanto o nível de atrasos em vencimentos superiores a 90 dias aumentou 0,2 ponto percentual, tanto nas operações de pessoas físicas quanto de jurídicas. A carteira de pessoas físicas teve inadimplência elevada de 7,6% para 7,8%. Entre as empresas, saiu de 2,5% para 2,7%.

Lopes afirmou, porém, que esse incremento na inadimplência " não preocupa " o sistema financeiro, pois decorre do aumento da base de tomadores de crédito. " Isso não deve levar a um aumento nas taxas cobradas dos empréstimos " , afirmou ele.

(Azelma Rodrigues/Valor Online)






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